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Uma profissão de valor

"Acredito que a linda profissão de óptico precisa se formalizar para ser uma instituição melhor reconhecida e unida."

     
Jean-Baptiste Guerry é diretor de marketing da Essilor Brasil.
  

Nos últimos anos, tive a oportunidade de encontrar ópticos dos Estados Unidos, da Europa e, mais recentemente, do Brasil. Tenho muita admiração por estes profissionais, pois são necessários diversos talentos para ser um bom óptico.
É preciso excelente conhecimento técnico sobre óptica, ametropias e melhores soluções para corrigi-las;

conhecer todos os tipos de lentes e armações, bem como montá-las e também ajustá-las no rosto do cliente. Além de inteligência, boas mãos são um requisito.
Ao mesmo tempo, por ser um homem de negócios, o dono ou gerente de uma óptica precisa entender de administração, vendas, marketing e psicologia na abordagem do cliente. Convenhamos que não são muitas as profissões que exigem tantos talentos reunidos em uma só pessoa! O serviço de ópticos e laboratórios é essencial no processo de correção da visão. São eles que dão vida à receita, proporcionando qualidade visual e satisfação ao usuário - tanto com o serviço prestado quanto à solução com a lente e a armação oferecidas. Não há nenhuma outra profissão que personalize tanto cada produto que comercializa e cada serviço que oferece.
Sem dúvida, há excelentes ópticos no Brasil, mas existem diferenças significativas de competência dentro da profissão. A profissionalização do segmento, com pré-requisitos de qualificação para nele atuar, certamente traria muitos benefícios para todos: o consumidor seria mais bem atendido e, de forma mais sistemática, logo teria mais confiança. Quem faz a receita se sentiria mais seguro. E o óptico teria orgulho do serviço, progredindo cada vez mais com o seu negócio.
Hoje em dia, há muitos que entram no ramo por acaso e não entendem a oportunidade que têm nas mãos - investir no próprio treinamento e fazer carreira, com muita satisfação.
Como já disse, há muito para aprender e depois compartilhar com os consumidores finais. Os produtos estão cada vez mais numerosos e sofisticados. Mesmo os clientes de menor poder aquisitivo apreciam o atendimento de qualidade e a oportunidade de serem informados sobre as opções disponíveis. Bem orientados no ponto de venda, consumidores decidem de forma consciente qual produto trará o melhor conforto, a melhor estética, enfim, a plena satisfação de uma boa visão, nosso sentido mais importante. Caso contrário, decidirão somente em função do custo.
Acredito que a linda profissão de óptico precisa se formalizar para ser uma instituição melhor reconhecida e unida. As soluções? Sem pretensão de deter a verdade, faço sugestões: desenvolver ainda mais centros de formação profissional, atualizar o currículo e criar um diploma nacional, reconhecido e qualificado, que seria colocado com orgulho nas lojas. Tenho total confiança na capacidade dos próprios ópticos em achar e implementar idéias inovadoras que darão à profissão o desempenho e respeito que ela merece.


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