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A palavra do Publisher
Mudar: por que não?

Há conceitos tão enraizados em nossas vidas que nem percebemos que podem ser mudados, gerando assim novas situações, muito mais frutíferas. Logicamente, transformações despertam insegurança e resistência, mas pelos ganhos que trazem, vale a pena pagar o preço.
Tal filosofia se aplica a qualquer situação, inclusive a movimentos de grande porte, que envolvam empresas, pessoas e muito dinheiro. Um exemplo é mudar algo que, em princípio, soe como tão definitivo, a ponto de as pessoas mal pararem para questionar o seu porquê.

Como a data da feira Óptica, em São Paulo: o esquema terça-feira - sexta-feira já está tão arraigado que fica até difícil pensar em mudá-la para um período que compreenda dois dias úteis e dois dias de fim de semana, como de quinta-feira a domingo - na mesma época do ano, obviamente.
Por que não apostar na mudança? Tal fórmula deu certo mundo afora. À exceção da brasileira Óptica, todas as mais importantes feiras ópticas do planeta incluem o fim de semana em suas agendas: a Vision Expo East (Nova Iorque, Estados Unidos), a Optica (Colônia, Alemanha), a Mido (Milão, Itália) e a Silmo (Paris, França).
Assim, não há dúvida de que um maior número de donos de óptica, profissionais de balcão e demais membros do setor terá a oportunidade de ver as novidades, participar das palestras e o mais importante: trocar idéias e receber informações que tornem seus negócios mais eficientes.
É uma forma de democratizar ainda mais a óptica no país. Afinal, muitos lojistas tomam conta de seus negócios sozinhos e estão ocupados durante a semana. Com a feira ocorrendo de quinta-feira a domingo, teriam pelo menos o domingo para visitá-la. Será muito bom que o ramo comece a analisar essa possibilidade já para 2002: significará mais vendas para todos os expositores e, por conseguinte, para todas as ópticas.
Experiências negativas do passado não devem nortear nossas vidas para sempre. Da mesma forma que o sábado é o melhor dia de vendas para o varejo, pois as pessoas têm mais tempo para dedicar-se às compras, no caso das feiras de negócios, o raciocínio é o mesmo. Mas nada de conclusões precipitadas: o caminho é experimentar. Os resultados virão.

Flavio Mendes Bitelman
Publisher
bitelman@amcham.com.br



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