Pense em termos de respeito e, principalmente, modéstia. Deixe de lado aquela postura "sabe-tudo", porque assim, acabará por afastar as pessoas, perdendo grandes oportunidades de compartilhar. Cada cliente representa não apenas cifrões a mais, mas a oportunidade de aprender e adquirir novas experiências.
Quando falo de sensibilidade, refiro-me à mínima capacidade de perceber quem é aquela pessoa que entra em sua óptica, captando o seu "perfil básico" e o tipo de produto/serviço que vai encantá-la e conquistá-la definitivamente. Às vezes, o consumidor comunica seu estilo e necessidades nas entrelinhas, isto é, através do corte do cabelo, da roupa que está usando ou da forma que se apresenta...
Além do habitual bate-papo "quebra-gelo", converse um pouco sobre óculos: caso esteja usando-os, peça para dar uma olhada, pergunte se gosta daquele modelo/estilo, se curte usar óculos etc.
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"Quantos vendedores não perdem oportunidades todos os dias porque não estão prontos, têm preconceitos ou não querem ouvir os consumidores?" |
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E mais: tenha o respeito pelo gosto do consumidor e tente realizar uma bela adaptação dentro daquilo que faz parte de seu perfil, deixando-o feliz. Com certeza, as chances de ele deixar os óculos no fundo da gaveta serão inversamente proporcionais às de voltar à sua loja em busca de uma nova orientação. Afinal, esse cliente o respeita porque, antes de tudo, você o respeitou e captou seu espírito.
Recentemente, precisei escolher a cor das paredes da nova redação da View. Fui a uma loja de tintas localizada em uma tradicional e privilegiada região de São Paulo. Para minha surpresa, havia apenas aqueles mostruários com cores pálidas e desenxabidas. Comentei que desejava tons mais vivos e originais e o vendedor teve a cara de pau de dizer que paredes tinham de ser pintadas com tons claros. Cores vivas, segundo ele, somente para fachadas de lojas e olhe lá...
Quantos vendedores não perdem oportunidades todos os dias porque não estão prontos, têm preconceitos ou não querem ouvir os consumidores? Vá além de seus conceitos pré-estabelecidos, varie o estoque da loja e mantenha o espírito aberto para compreender e captar a essência de cada pessoa que, além de se tornar um cliente fiel, pode lhe trazer novas experiências.
A propósito, nem é preciso dizer que o tal vendedor "cabeça-dura" não me vendeu tinta nenhuma. E mais: voltarei àquela loja apenas em último caso. Felizmente, fui muito bem atendida em um segundo local. Com isso, eu e a minha companheira da redação, Cíntia Marcucci, estamos muito felizes em nossa sala cor de rosa.
(
umoutroolhar@yahoo.com.br).
P.S.: como comentei na edição anterior, já estou de óculos. E você, vai continuar deixando de usar o seu rosto como uma das mais importantes vitrines para o produto que vende?