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O melhor de Nova Iorque
A versão 2001 da mais importante feira de óptica dos Estados Unidos recebeu mais de 15 mil visitantes em um show que reuniu negócios, tecnologia, formação profissional e principalmente moda.
Texto Andrea Tavares
Colaboração Flavio Mendes Bitelman
"Óculos são a moldura para o mundo e a forma como o mundo vê cada pessoa. Intimamente ligados a quem os usa, são expressivos e funcionais, revelando a essência da personalidade". A frase da estilista norte-americana Donna Karan resume com propriedade a International Vision Expo East 2001, o principal evento de óptica dos Estados Unidos, que ocorreu |
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em Nova Iorque de 22 a 25 de março, organizado pela Association Expositions & Services (AE&S) e patrocinado pelo Vision Council of America.
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Foco na moda - Além dos lançamentos, dos negócios e das inovações que fervilharam em mais uma edição da feira norte-americana, o destaque ficou por conta da exposição Framed: a photo retrospective, promovida por Donna Karan Eyewear (griffe licenciada pela Marchon Eyewear), Vision Expo e Vision Council of America. |
Mais de 130 retratos de célebres fotógrafos como Herb Ritts, Richard Avedon, Annie Leibovitz etc. compõem essa mostra que presta um tributo aos óculos e à visão. As fotos das duas próximas páginas são reproduções de algumas imagens da exposição, que já passou ou passará por cidades como Munique (Alemanha), Los Angeles, Miami e Nova Iorque (Estados Unidos), Hong Kong (Hong Kong), Londres (Inglaterra) e Milão (Itália).
Tal evento não teve por objetivo apenas embelezar a feira, mas servir como gancho para uma nova linha de atuação do evento: trabalhar ainda mais o aspecto moda nos óculos, um componente cada vez mais fundamental para o sucesso dos negócios no mundo da óptica.
Não à retração - Os três pisos do Jacobs K. Javits Convention Center receberam mais de 15 mil profissionais em quatro dias do ciclo de palestras e três da feira. O número de visitantes ficou no mesmo nível de 2000, com uma ínfima elevação de 2% (15.985 em 2001 contra 15.671 no ano passado). O número de expositores passou de 552 para 575. Em contrapartida, a presença no ciclo de palestras teve uma queda: 2.616 profissionais no ano passado contra 2.410 em 2001, o que representa 15% do total de visitantes.
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Segundo a gerente da feira, Beth Blake, a recente sacudida da economia norte-americana não permeou a feira de pessimismo e tampouco abalou a confiança dos expositores no bom desempenho dos negócios. Em sua opinião, os fornecedores resolveram compensar o perigo iminente da retração, apresentando ainda mais qualidade, produtos, opções e novas tecnologias.

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Participações especiais - Além do ciclo de palestras, com mais de 350 horas de educação continuada, houve uma série de conferências preparadas especialmente para profissionais de laboratórios e outros eventos especiais. Para começar, um café da manhã com analistas financeiros de Wall Street, que falaram do mercado acionário especificamente nos segmentos de óptica e relacionados à visão em geral, como varejo, lentes de contato, indústrias de óculos, lentes etc.É crescente o número de companhias ópticas que têm aberto seu capital e cotado suas ações em bolsas de valores em varias partes do mundo. Outro evento especial marcou ainda mais a aproximação do apresentador norte-americano Larry King com o universo da óptica nos Estados Unidos. Depois de ser convocado pelo braço norte-americano da Zeiss em 2000 como garoto-propaganda, o apresentador de um dos programas mais cotados do canal de notícias CNN, o talk show Larry King Live!, e figura cujos óculos estão extremamente associados à sua imagem, esteve presente na Vision Expo East 2001.
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Em uma tarde cotadíssima, King comandou um painel entre profissionais de vários segmentos do mercado óptico: o presidente da D.O.C. Optics, cadeia norte-americana de ópticas, Richard Golden; o designer da Kata Eyewear, Blake Kuwahara; o diretor da McDonald Investiments, Jeffrey Stein; a presidente da Optical Services International, Dana Weeks e o presidente da Au Courant Opticians, o oftalmologista Herm Bennett. Temas como o futuro do mercado, os efeitos do recente baque sofrido pela economia norte-americana, o papel da segurança social e dos planos de saúde, moda versus necessidade (o que leva uma pessoa a comprar?), falta de conhecimento do consumidor, além de novas tecnologias, cirurgia refrativa e estratégias de marketing, comunicação e educação para os profissionais dos segmentos ligados à óptica e à visão.
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