No átrio do Centro Britânico Brasileiro (CBB), em São Paulo, uma obra chama a atenção pela imponência: duas cortinas cintilantes e translúcidas feitas de 8,5 mil lentes de acrílico côncavas e convexas, presas em fitas de aço, que anunciam a coleção de obras de arte da casa, e compõem a instalação Myriad (do inglês, miríade, que significa quantidade indeterminada, porém grandíssima), da artista plástica inglesa Katharine Dowson.
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Obra prima: 8,5 mil lentes compõem a instalação Myriad, feita pela artista plástica inglesa Katharine Dowson, que ocupa o átrio do Centro Britânico Brasileiro |
As "cortinas", em forma de "s", ainda contam com um sistema de polias capaz de rebaixá-las ao nível do chão, dividindo as galerias do piso térreo, ou levantá-las para torná-lo um único espaço.
A lente foi escolhida como matéria-prima pela sua transparência: "Com a Miríade, o ato de ver é intensificado. A imagem humana é distorcida, quebrada, questionando o que é o real", explica a autora do trabalho. "A obra oferece várias ópticas de cada ângulo, o que demonstra várias visões do mundo", complementa a assistente da gerência geral do CBB, Luciana Melo Dias.
Inaugurado em agosto do ano passado, o CBB foi concebido e construído pela Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa. Projetado pelo arquiteto francês Marc Rubin, o edifício abriga a sede da Cultura Inglesa São Paulo e outras instituições ligadas à imagem britânica, como a Câmara Britânica de Comércio e a Fundação Britânica de Beneficência.
O espaço, localizado na rua Ferreira de Araújo 741, no bairro de Pinheiros, abre de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h.
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