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Com a palavra, o executivo Carlos Alberto Júlio

Atendente nota dez!
Parte Final


Carlos Alberto Júlio é presidente da HSM do Brasil, palestrante e professor

No último artigo (View 37, dezembro de 2001), enfatizei a necessidade de a pessoa que está à frente do consumidor, seja ela o balconista, o gerente da loja, o dono ou mesmo o técnico - a quem chamo, para simplificar, de atendente -, ser alguém bem informado, liga-do nos acontecimentos para que estabeleça no contato com o cliente uma relação próxima e frutífera.
Agora, concluo a série Atendente nota dez! e encerro a minha participação nas páginas da View co-mo colunista, oportunidade que tive de compartilhar meus conhecimentos e experiências, com vocês, queridos leitores, por cerca um ano. Tratarei neste artigo de resumir dicas de atendimento já apresentadas e inserir também alguns outros conceitos.

Já enfatizei a necessidade de transformar o cliente em freguês, por meio de um atendimento e uma assessoria completos. Também falei da importância de procurar entender qual o tipo de comportamento que os cli-entes esperam da gente na chamada hora da verdade, isto é, durante o atendimento.
Hoje, quero explorar um pouco uma nova e definitiva regra: apenas pessoas felizes e dispostas podem realizar um bom atendimento. É simples: quantas vezes você já passou pelo caixa do supermercado sem notar a atendente? Ou melhor, quantas vezes você já passou pelo caixa sem que a pessoa sequer olhasse para você? Muitas vezes, somos atendidos como se estivéssemos em um caixa eletrônico qualquer, porque a pessoa que nos atende é tão automática quanto um banco 24 horas.
É claro que pode haver motivos concretos para esse atendimento impessoal e frio: o caixa pode estar em um péssimo dia, mal-humorado, quem sabe até com uma terrível enxaqueca. Mas o cliente, do outro lado, nada sabe e esse mau humor lhe dá a sensação de estar gastando seu dinheiro onde não é bem-vindo.
Nada deixa um cliente mais insatisfeito que a sensação de “não importância”. O cliente sempre quer sentir que sua compra é desejada e que sua preferência é reconhecida e bem agradecida pela loja.
Como eu já comentei anteriormente, os clientes estabelecem relação não com a loja, mas com as pessoas que os atendem. E essas pessoas, ainda que te-nham todo o direito a dias tristes, enfermos etc., podem levar o cliente a interpretar isso como falta de atenção.

Assim, tanto atendentes como gerentes e donos de lojas devem observar alguns pontos importantes:

1. O número de horas trabalhadas em sua óptica permite a seus balconistas o máximo de desempenho?
2. Seus balconistas tiram férias com regularidade para que possam descansar e voltar com as “baterias recarregadas” para receber e atender bem os clientes?
3. Há na sua loja uma área destinada a um café, a um descanso dos balconistas durante o dia?
4. A alimentação de sua equipe é balanceada,
de qualidade?
5. Sua política de remuneração prevê prêmios para os melhores balconistas? Há comissões e prêmios pelo bom atendimento?


São regrinhas práticas e simples que, independentemente do porte do seu negócio, podem ser implantadas. Afinal de contas, o que conta é a alegria e a disposição na hora de atender e encantar o cliente.
Quem não gosta de gente, não deve trabalhar no balcão ou em qualquer posição de atendimento.
É muito importante que você, empresário, saiba que o atendente que ali está precisa trabalhar na medida certa, com saúde e disposição. Afinal, um sorriso sadio e espontâneo é peça insubstituível do atendimento.
Fico por aqui. Quero deixar meu muito obrigado ao publisher Flavio Bitelman e a editora Andrea Tavares pe-la felicidade de ter colaborado com a revista durante todo esse tempo. A vocês, leitores, desejo muitos e bons negócios sempre!

gestaoemarketing@yahoo.com.br
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