Nome: Nelsi; sobrenome: Varilux
“Bom dia, Varilux!” Essa era a forma como Nelsi Santos era recebida há dez anos ao chegar à óptica em que trabalhava. Querida por todos, o sobrenome Santos foi trocado por Varilux pela habilidade adquirida em vender as lentes progressivas da Essilor. Há alguns meses, em vez de cumprimentos, foi recebida com um aviso: “vá direto para a sala do gerente. Há uma reclamação muito séria de um cliente sobre seu atendimento.”
Ao entrar na sala, a presença de um representante Essilor deixou Nelsi ainda mais apreensiva. Ao vê-la, o gerente apontou uma cadeira para que sentasse e, sem qualquer explicação, entregou-lhe um papel. Logo nas primeiras linhas, a balconista entendeu o motivo de tanto mistério. Ali estava a carta enviada para a promoção História fantástica, lançada pela Essilor em comemoração aos 50 anos da criação da Varilux em 2009. A campanha premiaria a melhor história de vida relacionada às lentes com uma viagem com acompanhante para Paris.

No Silmo: a vencedora Nelsi Santos (à direita) com seu cicerone em Paris, o diretor de marketing da Essilor Brasil, Charles-Eric Poussin, e a sua companheira de viagem, Arliane Ribeiro (à esquerda)
O que Nelsi não sabia é, que nos últimos dois anos, a Essilor estava empenhada em selecionar a vencedora entra as quase 71 mil cartas recebidas para a promoção. Tendo passado tanto tempo, Nelsi imaginou que alguém já havia levado o prêmio. Mas, dentre tantas histórias, nenhuma estava mais ligada à Varilux quanto a de Nelsi.
Superação da adversidade – Tudo começou quando, aos 29 anos, após a morte do marido, ela se viu obrigada a mudar de cidade em busca de melhores condições de vida para a criação de dois filhos pequenos. Saiu do interior para Curitiba, passou por vários empregos até que uma amiga lhe deu a dica: “consigo ganhar bem mais que você trabalhando em uma óptica. Por que você não tenta?”.
Com essa ideia na cabeça e nenhuma experiência em vendas, Nelsi foi até a Ótica Ponto de Visão disposta a trabalhar por um mês para mostrar que era capaz de vender bem. Caso não passasse no teste, iria embora sem receber nada. O gerente aceitou e ela saiu de lá com o emprego temporário.
Com uma ajudinha da equipe de trabalho e muito esforço para aprender óptica em todo o tempo vago de que dispunha, Nelsi aprendeu a vender óculos, especializou-se na venda de lentes Varilux e se tornou participante assídua do Clube de Prêmios Essilor – ao vender produtos Essilor ou Brasilor, bem como de seus parceiros, o consultor óptico recebe tíquetes para serem trocados por diversos prêmios, como eletrodomésticos e utilidades para o lar. Além disso, prêmios em dinheiro também são distribuídos para os profissionais que mais vendem lentes Varilux. Com isso, Nelsi comprou um carro, mobiliou e reformou a casa e, como forma de gratidão, escreveu “Varilux” na sua calçada.
A colega de trabalho, Arliane Ribeiro, soube da promoção e se ofereceu para enviar a história de Nelsi, convencida de que a amiga venceria o concurso. Ao ver a carta pronta, Nelsi prometeu que levaria a colega como acompanhante caso vencesse – o curioso é que um tempo depois de preparar a carta, Arliane mudou-se para Joinville, mantém-se no mercado (trabalha na Super Ótica São José), mas Nelsi cumpriu a promessa que tinha feito: tão logo recebeu a notícia, convocou Arliane a aprontar as malas para a viagem.
E assim foi. Após dois anos, Nelsi e a sua colega Arliane foram a Paris visitar o Silmo, fazer um tour pela Cidade-luz e, obviamente, conhecer a Essilor e visitar a Varilux University (centro de treinamento da empresa de lentes oftálmicas na capital francesa). Lá, Nelsi aproveitou para conhecer mais técnicas e argumentos de venda, mas dessa vez para aplicar em sua própria óptica, a Visage, inaugurada dias depois da volta ao Brasil.

Torre Eiffel em miniatura: já de volta, Nelsi em sua óptica recém-aberta, a Visage, pronta para vender mais lentes Varilux
Emocionada, Nelsi revelou em entrevista à editora da VIEW, Andrea Tavares, durante o Silmo, que o prêmio no concurso de 50 anos da Varilux foi o estímulo que precisava para dar um novo passo em sua vida: tornar-se uma empresária, abrindo sua própria loja. Teve todo o apoio de seus ex-chefes na nova empreitada e, tão logo voltasse de Paris, começaria sua nova vida como varejista de óptica. “Se eu fui capaz de vender Varilux tão bem na óptica em que eu trabalhava, também posso fazer o mesmo no meu próprio negócio”, definiu.
Mas ainda era o segundo dia do salão francês, Nelsi e Arliane ainda tinham muito que fazer e conhecer em Paris. Mas o pouco que já tinham visto já fez brilhar os olhos da dupla.
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