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Trinta anos atrás, o varejo óptico tinha um “ar médico”: todos de branco na loja e a relação era entre profissionais de saúde e pacientes. Sem falar que os óculos viviam escondidos nas gavetas, as vitrines eram lotadas, o prazo de entrega ficava entre sete a dez dias, as lojas eram muito ou exclusivamente focadas no receituário, não havia nenhuma rede de atuação nacional e umas poucas cadeias regionais e pouco treinamento.
Em 2009, óculos e óptica são fashion, as equipes de vendas em geral estão vestidas com charme, a relação de negócio passou a ser entre consultor óptico e cliente, os óculos estão expostos, há vitrines muito bem cuidadas que transmitem corretamente o perfil do produto e da grife, a escolha do cliente pode dizer muito sobre ele e o prazo de entrega é de uma hora a três dias para 90% dos casos. Além disso, o varejo se segmentou em formatos (chique, design, médio, popular etc.), há dezenas de redes regionais e, pelo menos, três grandes redes nacionais (Diniz, 350 lojas; Carol, 250 pontos-de-venda; e Pearle, que detém a Fotoptica e a Fábrica de Óculos na Bahia, com cerca de 120 unidades). Agora, o treinamento é constante e ocorre em todos os níveis, do ajudante de laboratório ao gerente geral, passando pelo consultor óptico.
Hoje, em geral, os consultores ópticos demonstram prazer em atender os consumidores, são atenciosos, cuidam da higiene pessoal (o que é fundamental), conhecem bem os produtos, tanto lentes quanto óculos e suas marcas, se importam com a psicologia do cliente e estão interessados em aprender e evoluir na profissão.
E é sempre bom lembrar que consumidores nem sempre são o que aparentam, alguns parecem ter pouco dinheiro e são ricos, outros parecem hippies e são sofisticados. Não dá para menosprezar nenhum tipo de cliente, famosos nem sempre são ricos e ricos nem sempre se parecem com os famosos; muitas vezes parecem pessoas simples. Não vale a pena prejulgar as pessoas, muito menos clientes.
Boas vendas!
Flavio Mendes Bitelman Publisher flaviobitelman@revistaview.com.br
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