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Atitude
Estratégia de sucesso


Vila Madalena: a loja na zona oeste de São Paulo é uma das franquias Fotoptica recém-abertas
© Divulgação

Implantar o sistema de franquias é a aposta que está dando certo para a Fotoptica reestruturar sua participação no mercado brasileiro e crescer como rede e marca.

Reportagem e texto Cíntia Marcucci
Edição Andrea Tavares

Em 2001, a Fotoptica iniciou um intenso processo de transformação: adotou um plano de franquias com o objetivo de dinamizar uma série de lojas no interior e na capital paulista e possibilitar a extensão de sua atuação em outros estados, já que até então possuía apenas pontos-de-venda em São Paulo. Na época, a maior rede de foto e óptica do país era composta por 107 lojas próprias.

Hoje, após três anos, são 60 lojas franqueadas e 35 próprias espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina. A redução no total de unidades não é um fator negativo: “os pontos-de-venda já existentes foram convertidos em franquia e aumentaram o faturamento de 20% a 25%, em média. Até porque os franqueados estão lá para administrar o próprio negócio, é o velho ditado de o gado engordar sob os olhos do dono”, revela o diretor comercial da Fotoptica, Mauro Motta.

Novas ferramentas
Para garantir a qualidade e o padrão Fotoptica e detectar e solucionar problemas com mais rapidez e eficiência, a rede adotou duas ferramentas inovadoras para a análise de gestão. Uma visa à unificação operacional das lojas e, a outra, à monitoração dos pontos-de-venda.

Na primeira, um profissional do Bureau Veritas, empresa de gestão de qualidade, passa o dia em uma determinada loja da rede checando desde condições da iluminação e disposição dos produtos, processos de revelação de fotos e montagem de óculos ao atendimento e o uniforme da equipe. Após tal inspeção, a loja é classificada em um ranking de adequação ao conceito Fotoptica. A partir daí, um plano de ação é elaborado para eventual solução de problemas.

Na segunda, um agente da Audit Business Solutions passa 30 dias em dos pontos-de-venda da rede produzindo um relatório completo de performance. Dados como número de pessoas que entram na loja, horário de maior movimento, porcentagem de conversão de vendas, motivos pelos quais o cliente não compra, formas de pagamento, performance dos produtos compõem uma radiografia da loja. “São informações valiosas que permitem desenvolver promoções e ações de marketing personalizadas com mais clareza”, declara Motta.

Investidor alvo
O plano de expansão da rede, focado principalmente nas regiões Sudeste e Sul, tem por meta atingir o total de 250 lojas até 2008. Pessoas que procuram oportunidades de novos negócios bem como ópticas e lojas de fotografia para conversão de bandeira e nome que queiram expandir sua gama de produtos e serviços e/ou desejam a garantia de um nome reconhecido pelo público consumidor.

Segundo Motta, o projeto está bem mais flexível que no início. Hoje, há um leque de opções que vai desde quiosques para serviços de fotografia e venda de óculos solares até lojas completas de 80 metros quadrados com investimentos que variam de R$ 60 mil a R$ 450 mil. O retorno do investimento está estimado entre 24 e 32 meses dependendo do tamanho da loja e da localização e pode baixar no caso de quiosques e unidades compactas.

 
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